O tipo de assistência de direção é um fator que poucos compradores de carro usado consideram — mas que impacta conforto, consumo de combustível e custo de manutenção. Os dois sistemas mais comuns são direção hidráulica e direção elétrica (EPS — Electric Power Steering).
A direção hidráulica usa uma bomba acionada pelo motor para pressurizar fluido que auxilia o giro do volante. É o sistema tradicional, presente na maioria dos carros usados até 2015‑2018. Características: sensação de condução mais “pesada” e comunicativa (feedback da estrada), manutenção relativamente simples (troca de fluido a cada 40.000‑60.000 km), mas com componentes que desgastam — bomba de direção (R$ 500‑1.500), caixa de direção (R$ 800‑3.000), mangueiras (R$ 100‑300).
A direção elétrica (EPS) usa um motor elétrico acoplado à coluna de direção ou cremalheira. Não tem fluido, bomba ou mangueiras hidráulicas. Vantagens: zero manutenção de fluidos, menor consumo de combustível (a bomba hidráulica rouba 2‑4% de potência do motor — a elétrica só consome energia quando você gira o volante), toque de volante ajustável por software (muitos modelos têm modos comfort/sport). A EPS é padrão na maioria dos carros fabricados a partir de 2015‑2018.
A desvantagem da EPS em carro usado: quando falha, o reparo é caro — o módulo/motor elétrico pode custar R$ 1.500‑4.000 e muitas vezes não é reparável, apenas substituído. Felizmente, a taxa de falha é baixa.
Na inspeção do carro usado com direção hidráulica: verifique o nível e cor do fluido (deve ser âmbar/rosado; escuro ou com espuma indica contaminação), ouça se há gemido ou zumbido ao girar o volante (bomba com desgaste), e procure vazamentos embaixo do motor. Para direção elétrica: verifique se não há luz de direção no painel (indica falha no sistema) e se o auxílio é consistente em ambos os sentidos.
